www.nasa.gov/pdf/420297main_NASA-SP-2010-3403.pdf


A NASA é um dos organismos do Governo Americano que mais promove uma ampla divulgação de boas práticas em Gestão de Projetos como um mecanismo de ampliar a maturidade de seus fornecedores e parceiros e com isso desenvolver projetos com melhores resultados. Ela possui grupos específicos para estudar e desenvolver conceitos relacionados a aplicação do CPM – Critical Path Method e EVM – Earned Value Management, reconhecendo a importância de somar aos seus cronogramas os resultados de Análises de Risco e ajustes em função de restrições (externas e de recursos).

De sua literatura, podemos entender uma mudança clara em relação ao que se entende por Caminho Crítico.

Cartão de Referência em Gestão de Cronogramas

Cartão de Referência em Gestão de Cronogramas

Em uma visão CPM “tradicional”, nós temos a seguinte linha de raciocínio:

1) Após o desenvolvimento de uma rede lógica, realizamos uma análise das folgas entre as atividades e para aquelas que tiverem folga zero, classificamos estas atividades como críticas.

2) O Caminho Crítico é a sequência de atividades de folga zero, onde qualquer atraso em uma tarefa significa um atraso no projeto.

Em uma visão CPM “amadurecida” pela necessidade de se considerar caminhos alternativos em função de análise de riscos; a necessidade de se postergar atividades em função da identificação de restrições em recursos (pessoas, equipamentos, dinheiro); pela dificuldade em se desenvolver simulações completas com lógica exclusivamente “Término-Início”; pelo entendimento de que restrições externas e certas combinações entre ligações lógicas diversas (“Início-Início”; “Término-Término”) podem gerar inconsistências na rede lógica; entre outras razões, nós podemos identificar nos estudos da NASA sobre o Caminho Crítico a seguinte linha de raciocínio:

1) Após o desenvolvimento de uma rede lógica, devemos realizar uma análise das folgas entre atividades; as folgas devem ser calculada em função do caminho crítico alterado (recursos, restrições externas, lógicas) e o Caminho Crítico é o caminho mais longo entre tarefas relacionadas logicamente através da rede lógica do projeto que contém a menor folga.

2) Folga Total é o tempo que uma atividade pode atrasar sem impactar o tempo total do projeto.

Nasa Schedule Reference Card - Página 1

Nasa Schedule Reference Card – Página 1

Pontos importantíssimos em relação “a cultura CPM” e sua aplicação moderna pela NASA:

1) Sempre que possível, se buscar desenvolver uma rede lógica que favoreça a identificação do caminho mais longo do projeto através do próprio CPM;

2) A técnica não é única forma de se identificar o caminho mais longo e se reconhece amplamente que restrições “ultrapassam” as relações lógicas;

3) Folgas continuam sendo contabilizadas para identificar o Caminho Crítico;

4) O Caminho Crítico não é mais a sequência de atividades de folga zero, mas sim a sequência de menor folga;

5) A Folga Total de uma Atividade continua indicando o quanto uma atividade pode atrasar sem atrasar o projeto;

6) O Caminho Crítico contém sequências de atividades com Folga Total igual a zero; nestes “trechos” o atraso em uma atividade significa um atraso correspondente no projeto;

7) O Caminho Crítico também contém sequências de atividades com Folga Total superior a zero; nestes “trechos” o atraso em uma atividade inferior a sua folga não corresponde a um atraso no projeto, mas também devem ser constantemente calculados e acompanhados pois representam – para o projeto naquele período – o caminho de maior risco de atraso no projeto.

 

Nasa Schedule Reference Card - Página 2

Nasa Schedule Reference Card – Página 2

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Nasa Schedule Reference Card – Página 3