Em prol da espontâneidade
 
Aos que me acompanham pelo conteúdo técnico, minhas desculpas por seguir neste tópico (listas e minha saída da Eplan). Isso é efeito do momento e em breve a situação estará normalizada.
 
Com o cancelamento de minha participação na EPLAN, venho recebendo cópias de emails enviados, com contatos amáveis e outros agradecendo minha saída. Em um resumo, agora sou “criança” por que não “aguentei uma reclamação do Lápis”. Também recebi até um pedido de desculpas via Skype do Vitor (como se ele tivesse influência ou culpa nesta decisão) e outros emails curiosos.
 
Vamos ver se explico a saída de forma definitiva:
 
1) Não é por que recebi um aviso da moderação, mas por que tem pessoas que se importam com “o calor da discussão que tenho com alguém” e o moderador é então pressionado a intervir. O assunto já foi tópico antes: quem não gosta dos meus emails, que me filtre. Se o Vitor parece me ofender ou se eu pareço ofender o Vitor, isso é problema meu com ele, pois nenhum de nós dois estamos falando obscenidades e sim discutindo!
 
2) Não é por que preciso de uma campanha de egos. Minha decisão tinha sido tomada em dezembro e recuei por pedidos que – como um colega colocou – poderia virar até novela da globo. Na primeira rodada, a confusão era com o tom da discussão entre o Farhad e eu… Ambos pensamos em deixar a lista, ambos recuamos, mas ele ficou recluso e auto-moderado, o que significativamente reduziu a nossa troca de emails… Ora, se são poucos com quem venho trocando emails e estes vão gradativamente tendo que se moderar e com isso bloquear o que seriam nossas discussões, para que permanecer em uma lista de discussão?
 
3) Tirando xingamentos e mentiras, argumentos fortes e fracos, exaltações, conceitos certos ou errados, precisam existir em discussões. Temos que ter a liberdade de simplesmente provocar os demais, em busca de um resultado que sirva de ponto comum. Eu particularmente evito afrontas pessoais até levar o primeiro cutucão. E quando recebo, não me ofendo. Apenas respondo, de preferência na mesma altura… O calor sobe? Ótimo! Em stress somos capazes de pensar coisas de forma diferente e até mesmo os erros que podem sair destes momentos podem nos dar uma nova visão do que se discute!
 
4) A EPLAN era um vício. Eu vinha gastando tempo em emails truncados e reformulações da mesma coisa que já havia sido tratada em outra sequencia de emails… Por que não me livrar dos idiotas que não respeitam a manutenção de discussões e de tabela ainda ganhar tempo para escrever minhas coisas de forma mais ordenada?
 
5) Não é uma saída definitiva. Me dei férias! Vou trabalhar textos antigos e novos em um novo ambiente, testar novos modelos de interação, organizar pensamentos.
 
6) A saída não é efeito só da Eplan, mas do meu modo de agir que realmente pertuba. Ao longo dos anos, já recebi reclamações similares da TOC, PMI-SP, etc… É cansativo imaginar um espaço para discussões, aberto para provocações de qualquer um, e depois se sentir travado por que ou as idéias vão além do que querem tratar, ou sou muito chato por que escrevo muito… Bananas! Os filtros estão aí para quem quiser usar… E para quem não quer, de cada rodada “quente” de discussões, abordamos coisas de uma forma diferente que podem nos ajudar a não só pensar fora da caixa, mas viver fora da caixa (como diz meu amigo Ed).
 
Resumindo:
– Adoro a EPLAN e valorizo o trabalho do Lápis.
– Tenho contato direto com o Vitor e com o Farhad e seus ataques são parte do jogo, bem como minhas respostas. De fato, era este direito que eu queria respeitado, mas “os outros” se não podem contribuir com uma discussão, o que fazem é tolher nossa capacidade de sermos espontâneos.
Se não é para ser espontâneo e discutir, vou organizar pensamentos e coordenar textos via meu blog! Muito mais simples, me toma muito menos tempo e pode – se existir interação via comentários – ainda provocar evoluções e melhorias no que venho tratando.
Peter Mello
Janeiro/2010