A Definição de Hammock no Glossário do Practice Standard of Scheduling do PMI, versão 2 é:

  • “Hammock activity. An activity whose duration is aggregated by logical relationships from a group of related activities within the schedule model”
  • (Um atividade cuja duração é agregada por relacionamentos lógicos de um grupo de atividades relacionadas dentro do modelo do cronograma)

O seu comportamento é similar ao de uma “Tarefa-Sumário” ou “Fase” em um cronograma, mas ela não descreve um pacote de trabalho e pode ser composta por atividades oriundas de diferentes pacotes de trabalho de um projeto.

Contexto do Exercício: Um projeto com apenas 3 atividades (podendo simular 3 subprodutos, fases, etc), tem uma de suas etapas deslocadas em função de uma data externa. Como resultado, o Caminho Crítico do Projeto – que era composto por todas as atividades do exemplo – passa a ter um “gap/intervalo” provocado por uma necessidade do cliente. O assunto – discutido na lista E-Plan – tem duas interpretações distintas defendidas pelos participantes da lista:

1) Uma vez que o caminho é “partido”, permanece crítico somente a parte da rede que ainda permanece com folga zero.

2) O Caminho Crítico é sempre o caminho mais longo que determina o menor tempo possível para o projeto; neste caso, passa a ter atividades com folga.

Este exercício defende o conceito mais amplo de Caminho Crítico, hoje adotado no Practice Standard of Scheduling (versão 2), nas definições da NASA, na documentação da AACE e outras referências: O Caminho Crítico pode – em situações específicas – ter atividades com folga diferente de zero. O uso de HAMMOCKs promove um mecanismo para a “recuperação de um caminho crítico completo” onde é possível identificar atividades com folga zero em todo o caminho, do primeiro ao último dia do projeto.

Nestes termos, a inclusão de uma dependência externa leva à necessidade de avaliação do “gap/intervalo” criado no projeto e o seu preenchimento com uma atividade HAMMOCK que passa a funcionar – neste caso – como um registro de um pulmão/lastro do projeto, identificando o quanto as atividades anteriores à dependência externa podem atrasar sem ocasionar o desvio de data do projeto.

Projeto do Cliente – Linha de Base 1

  • Dados do Projeto Original


Calendário: Dias Corridos;

Duração: Todas as Atividades com 10 dias.

  • Cronograma Original


Duração Total: 30 dias

Projeto do Cliente – Linha de Base 2

  • Alteração solicitada pelo cliente, estabelecendo uma data para o recebimento de C

Data imposta: C não pode acontecer antes de 30/08/2014

  • Modificação do Cronograma


  • Observações:
  1. Cria-se um “Caminho Crítico Partido” somente entre: Restrição > C > FIM
  2. Em A > B temos parte do Caminho Crítico Original, mas a restrição externa do cliente representa uma “folga” entre o término de B e início de C;

Projetos Comparados (Linha de Base 1 x Linha de Base 2)


(Em Laranja, temos as atividades como estavam previstas na Linha de Base 1)

Aplicação de Data Limite

  • Uma data limite em B irá “recuperar” a representação de que A > B fazem parte do Caminho Crítico;
  • Uma aplicação é no caso de – independente da data da necessidade de C para o cliente – a empresa executante necessitar garantir que sua equipe permaneça buscando as datas originais de A e B (por questões de custo, compromisso com outros projetos, etc).


(Todas as Atividades passam a ter folga zero novamente)

Caminho Crítico do Projeto

  • Considerando a definição de que o Caminho Crítico do Projeto é a união de diferentes caminhos críticos necessários e que sempre começa no primeiro dia do projeto e termina no último dia, temos um “Gap/Lacuna” entre os dias 21/08/2014 e 30/08/2014.
  • O uso de uma HAMMOCK ligando as atividades B e C permite:
    • Explicitar o Caminho Crítico Completo do Projeto;
    • Demonstrar que há uma flexibilização de prazo entre B e C (folga).

No Cronograma


No Diagrama de Redes


Hammock

  • Hammocks são atividades de aplicação especial cujo comportamento é o de sofrerem alteração de duração em função do relacionamento com outras atividades.
  • A duração da hammock é – portanto – calculada pelo software em função de uma (ou mais) atividades que determinam o início da hammock e uma (ou mais) atividades que determinam o final da hammock.
  • Se existir antecipação das atividades que determinam o início da hammock, ela será antecipada proporcionalmente.
  • Se existir postergação das atividades que determinam o início da hammock, ela será postergada proporcionalmente.
  • Se existir antecipação das atividades que determinam o término da hammock, ela será reduzida em sua duração, proporcionalmente.
  • Se existir antecipação das atividades que determinam o término da hammock, ela será aumentada em sua duração, proporcionalmente.

Aplicação

  • Além do exemplo deste documento onde a hammock explicita um “gap/lacuna” entre dois momentos específicos do projeto e atua como um “sistema de controle de pulmão”, um uso especial para a hammock é no cálculo de custos indiretos, recursos ociosos, entre outros.
  • Exemplo: Cria-se uma atividade “Canteiro de Obra” com os custos diários do canteiro; esta atividade começa no primeiro dia de montagem do canteiro e termina no último dia do encerramento deste canteiro. Atividades ligadas a estes marcos que modificarem as datas de início e término do canteiro irão “expandir/contrair” a atividade hammock “Canteiro de Obra” com reflexo direto no cálculo do custo diário fixo.
  • Se utilizarmos nivelamento de recursos com flexibilização do mínimo de quantidades para os recursos, os recursos que serão usados em outras atividades também são colocados na atividade hammock. Ao executar o nivelamento, sempre que um recurso não tiver hora aplicada em qualquer outra atividade do projeto, esta hora será representada na atividade hammock, permitindo assim o cálculo da hora ociosa daquele recurso.